PENA LEVE. Porquê escrever aqui?...
Porque aqui purgamos os nossos pensamentos, aqueles que jamais reproduziríamos em voz. Porque desabafamos, amamos, choramos, gritamos, sonhamos, sem nos erguermos da cadeira. Porque aqui falamos para todos e para ninguém através de palavras que não nos foram impostas.
Chamava-se Luís e não era muito alto. Não sei que idade teria mas para os meus dez anos, a idade de um professor era sempre muita. E foi assim que ficou na minha memória: um senhor respeitável que, com voz clara e pausada, nos levava, a mim e aos meus colegas do 5&(...)
A sua voz, quase infantil, tornou-se ligeiramente rouca quando retomou o soneto, dizendo os dois tercetos finais. Por essa altura tinha-se aproximado de mim, de forma a que lhe sentisse o hálito no pescoço, quando terminou a declamação, ao meu ouvido. Era o limite, pensei(...)
Não telefonei, como seria de esperar. Por muito que a rapariga me tivesse seduzido com o seu olhar despudorado, eu não tinha nem idade, nem posição social para brincadeiras de estudantes. Por muito que recordasse o pescoço apetecível, as missangas do colar e(...)
Tocá-lo sem o ter,
em mais do que no profundo eco das minhas mãos,
deslizando ocas, vãs.
O vento não se agarra.
Em gestos despidos, lentos
que a memória não tem pressa,
e não se fica,
e não desiste.
Abre um traço em gota de san(...)
As horas livres são o motivo pelo qual o liceu vale a pena. Não devia ser permitido acordar cedo nas manhãs de Inverno quando raios e trovões, lá fora, são lançados em todos os sentidos, estremecendo as vidraças, castigando as árvores qu(...)
Eu estava de costas, por isso não a vi entrar. O mês de Julho chegava ao fim, naquele ano particularmente quente e eu sofria duplamente: pelo calor e pela máquina fotocopiadora que encravara assim que lhe tinha tocado. A minha paciência estava a ser testada ao limite, preci(...)
Tenho 18 anos. O último ano do Secundário encheu-me a cabeça de literatura, boa literatura, entenda-se, com a orientação de um excelente professor. Sinto-me com o mundo à frente e à mercê, o que quer mesmo é “sentir tudo, de todas as mane(...)
Estou sentada à mesa do café. Nada nem ninguém à volta. Sei que é num café que me encontro por causa da mesa pequena, quadrada, metálica, onde repousam a chávena vazia, suja de café, e o copo de água, a meio. Ao lado o pacote de a(...)
O dia já vai avançado e eu continuo a lutar contra uma memória. Contra um passado que não posso corrigir. Não consigo desligar-me. Já tentei diversas vezes inspirar com força a realidade, mas ele insiste em agarrar-se às moléculas de oxi(...)
Não sei se me interessei pelo rapaz
por ele se interessar por estrelas
se me interessei por estrelas por me interessar
pelo rapaz hoje quando penso no rapaz
penso em estrelas e quando penso em estrelas
penso no rapaz como me parece
que me vou ocupar com as estrelas
até ao fim do(...)
Pensamentos que não são para ler
Pensamentos que não são para ler
A rapariga que gostava de Florbela Espanca (1)
A rapariga que gostava de Florbela Espanca (3)
Obrigada, Pseudo. Ainda bem que gostaste. :)(...)
A rapariga que gostava de Florbela Espanca (3)
:) muito bom! não deu para parar até(...)
A rapariga que gostava de Florbela Espanca (2)
Fantástico, não se consegue descolar(...)
Subscrevo em absoluto. E acho que continuo adolesc(...)
Gosto muito... do ritmo, da musicalidade, do conte(...)
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...deste 7 de Fevereiro de 2012!
Pergunta do dia...
(Brevemente :P)(...)